quarta-feira, 22 de maio de 2013

Medicalização. Das crianças, das pessoas, da VIDA!

Enquanto isso, no império:

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A epidemia de doenças como TDAH tem mobilizado gestores de saúde pública, assustados com o excesso de diagnósticos e a suspeita de uso abusivo de drogas como Ritalina, inclusive no Brasil. E motivado algumas retratações por parte de psiquiatras que fizeram seu nome difundindo a doença. Uma reportagem do The New York Times conta que o psiquiatra Ned Hallowell, autor de best-sellers sobre TDAH, hoje arrepende-se de dizer aos pais que medicamentos como Adderall e outros eram “mais seguros que Aspirina”. Hallowell, agora mais comedido, afirma: 

“Arrependo-me da analogia e não direi isso novamente”. E acrescenta:
“Agora é o momento de chamar a atenção para os perigos que podem estar associados a diagnósticos displicentes. Nós temos crianças lá fora usando essas drogas como anabolizantes mentais – isso é perigoso e eu odeio pensar que desempenhei um papel na criação desse problema”.
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Quantos de nós já não tomamos Ritalina? Quantos de nós já não damos esses e outros "remédios" aos nossos pequenos? Quantas doenças não tem sido criadas? (nos dois sentidos: de criarmos condições de vida que adoecem as pessoas; e de darmos nomes a essas novas disfunções) Quantos bilhões movimentados? Ponto.

E nós com isso?


http://revistaepoca.globo.com//Sociedade/eliane-brum/noticia/2013/05/acordei-doente-mental.html

http://www.youtube.com/watch?v=9qRYyUPUeJU

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