sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A Lua é testemunha.

Sabe uma coisa eu gostava quando era beeem pequetito?
No quarto onde dormia não tinha cortina,
Então algumas noites eram bem claras.
Outras noites a janela ficava um pouco aberta
E entrava um fiozinho de ar...
Daí 'invagina' a cena:
O menino acorda no meio da noite
Olha ao redor e vê todos dormindo
Escuta aquele assobio misterioso vindo da janela
O quarto iluminado com uma luz fria, uma luz feminina.
Se levanta. Dá dois, três passos olhando pra fora
A própria Lua veio lhe falar. Falar não, sussurrar.
Estica o pequeno braço e na ponta dos pequenos pés
Coloca a mão na fresta da janela e sente aquele sussurro cortante.
Parecia um bando lá fora me chamando.
Que bando? - pergunta curiosa.
Meu bando. - responde confiante.
Ficavam uivando pra janela, me chamando.
A Lua foi testemunha de tudo e só nós
sabemos que eu devia ter atendido o chamado.
O menino dá outros dois ou três passos
Em direção à cama quente e inerte.

LivreSábadoLivre

Ela - E então vamos???
Ele - claro que vamos. Esse sábado tô livre
Ela - Hum, livre,?
Ele - sim!
Esse sábado será mágico
Nenhuma algema de opressão vai me segurar
Nenhum 'não' vai me barrar
Nenhum olhar vai me censurar!
Esse sábado... Só esse sábado serei livre.