sábado, 22 de maio de 2010

E milhas a trilhar antes de dormir...

Stopping by Woods on a Snowy Evening

Whose woods these are I think I know.
His house is in the village, though;
He will not see me stopping here
To watch his woods fill up with snow.

My little horse must think it queer
To stop without a farmhouse near
Between the woods and frozen lake
The darkest evening of the year.

He gives his harness bells a shake
To ask if there’s some mistake.
The only other sound’s the sweep
Of easy wind and downy flake.

The woods are lovely, dark and deep,
But I have promises to keep,
And miles to go before I sleep,
And miles to go before I sleep.

Parando pela Floresta em uma Tarde Nevadiça

De quem é esta floresta eu penso saber.
Sua casa, porém, está na aldeia;
Ele não me verá parando aqui
A observar sua floresta encher-se de neve.

Meu pequeno cavalo deve estranhar
Parar sem um estábulo por perto
Entre a floresta e o lago congelado
Na noite mais escura do ano.

Ele dá aos seus arreios um chacoalho
A perguntar se há algum engano.
O único outro som é o varrer
Do vento leve e neve macia.

A mata é adorável, escura e profunda,
Mas eu tenho promessas a cumprir,
E milhas a trilhar antes de dormir,
E milhas a trilhar antes de dormir.
-
Esse poema fala de uma pausa.
De repente algo na paisagem te chama.
Você olha, procura, tenta entender, tenta escutar. Escuta.
A mata é mesmo muito sedutora, me oferece uma paz que só ela pode,
Mas ainda não é hora, tenho minhas promessas e minhas milhas...

*O poema é do Robert Frost e a tradução é do Calebe.

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